“Empregamos quadros angolanos”

Entrevista com o director de Serviços e Engenharia da Sistec

Associada a dinamização da SISTEC CORPORATE, têm surgido projectos de desenvolvimento de novas áreas de negócio e parcerias que permitem a SISTEC olhar para outros países africanos ou seja exportar serviços a nível da região SADC. Segundo o engenheiro de sistemas Nuno Vidal, director de Serviços e Engenharia da Sistec, a crise económica impôs uma mudança de estratégias.

A Sistec exerce a sua actividade há 27 anos e actua nas áreas de Electrónica de consumo; Informática e Tecnologias de Informação, mantém-se líder ou tem mais concorrência?

Actualmente a SISTEC está organizada em duas grandes áreas de Negócio nomeadamente Lojas e Corporate e partilha a liderança a nível de lojas com outros players do mercado, Na componente Corporate actualmente, temos grande oferta de soluções empresariais.

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Como tem sido a relação com os que actuam no sector?

A SISTEC sempre defendeu a existência de serviços similares, só desta forma é possivel manter uma dinâmica de negócio junto dos fabricantes internacionais de soluções tecnológicas a nivel de canal de negócio da região, ou seja junto as empresas internacionais fornecedoras caso não exista uma quota ou quorum aceitavél de parceiros de negócio e volume de facturação, deixam de olhar ou não olham para paises como Angola. Quanto ao posicionamento de mercado e diferenciação, a SISTEC aposta em soluções inovadoras de topo e em parcerias estratégicas aliada a qualidade de entrega dessas mesmas soluções através de quadros altamente especializados, fazendo desta forma a diferenciação.

É uma estratégia da empresa expandir fisicamente a sua estrutura ?

Na provincia de Luanda existem três pontos de presença estratégica das Lojas SISTEC, sendo o Maculusso a maior representação no centro da cidade, as outras estão em áreas comerciais do Talatona, do Belas Shopping e da MAXI.

Na actual conjuntura económica de Angola há dificuldade na obtenção de divisas para importação de produtos, torna-se inviável a abertura de novas áreas comerciais porque não há uma rotação a nível de vendas que o justifique, logo temos apostado na segmentação e melhoria da qualidade do serviço pós-venda (suporte e manutenção), uma vez que o consumidor Angolano é cada vez mais exigente quanto à qualidade e quanto aos serviços  associados ao comércio.

Funcionário da Sistec a arrumar os produtos na estante da loja.

Noutras regiões do país como tem sido o volume de negócios ?

Continuamos em diversas cidades de Angola e esta dispersão geográfica de lojas pelas várias províncias de Angola, fez e faz parte do plano estratégico da SISTEC, que é estar presente também fora de Luanda. Quanto ao volume de negócios está associado à reposição de stocks nas lojas e ao poder de compra dos consumidores, na actual conjutura econômica de Angola naturalmente, os volumes de negócio foram afectados.

De acordo com o seu portfolio, a Sistec possui uma carteira activa de mais de 20.000 clientes. Em função da recessão económica qual é a tendência?

Muitas empresas cessaram actividade e o poder de compra dos angolanos foi afectado. A preocupação da SISTEC não passa por manter uma lista de clientes, mas sim manter relacções comerciais de qualidade e confiança com os clientes, estabelecer laços comerciais  duradouros.

Relativamente ao quadro de profissionais. Como está Sistec?

A SISTEC orgulha-se de ser uma empresa socialmente correcta dando muita atenção aos funcionários, temos uma rotatividade de pessoal muito baixa o que é extremamente difícil de manter.

Precisou despedir técnicos em função da crise ou tem vindo a admitir ?

No alinhamento estratégico da SISTEC e nomeadamente posicionamento de mercado face a conjuntura económica de Angola, temos apostado cada vez mais na componente de serviços, uma vez que a venda de produtos (loja) está condicionada com a obtenção de divisas e importação. Ao realizar esta transformação das áreas de negócio tivemos que proceder a um reajuste, nomeadamente reduzir alguns quadros não especializados que estavam afectos ao manuseamento de produtos para aumentar e investir em técnicos especializados através da contratação mas também da formação dos profissionais existentes. É uma das empresas angolanas com um ratio de cerca de 99% de quadros angolanos entre técnicos, consultores e outros especialistas, que preparam, entregam e suportam soluções de topo desde o retalho ao corporativo.

Que projectos têm a curto, medio e longo prazo?

Na componente de lojas pretendemos melhorar a qualidade do serviço loja e segmentar a oferta de produtos, criando uma diferenciação. Uma das tendencias actuais de mercado são os canais de venda à distância recorrendo aos meios tecnológicos aumentando desta forma a dispersão geográfica e os horários de intearcção comercial com o ciente.

Quanto ao projecto de crescimento do Corporate SISTEC, estamos a  investir fortemente através dos Professional Services e Consulting Services, para oferta de serviços a nível de: suporte e manutenção, telecomunicações, segurança de sistemas de informação, soluções de impressão, consultoria de sistemas, consultoria de processos, fornecimento e implementação de infraestruturas, formação especializada e a exportação de serviços a nível da região SADC.

Sistec

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