Discriminação no FACEBOOK

 

O New York Times, anunciou em meados de setembro, uma ação contra o Facebook e outras dez empresas, acusadas de fomentar a discriminação de género nas ofertas de emprego que são publicadas nas suas páginas.

Os Advogados do American Civil Liberties Union (ACLU) e os envolvidos no caso descobriram esta situação ao supervisionar um grupo de candidatos que fez pesquisas de emprego através das suas contas de Facebook e “clicaram” em vários anúncios. Perante a Equal Employment Opportunity Commission (Comissão de Oportunidade Igual de Emprego), e do Sindicato, o Communications Workers of America as queixas referem a permissão de anúncios de emprego dirigidos apenas a homens, de forma a que perfis detidos por mulheres não os possam ver na plataforma.

Os trabalhos propostos essencialmente para homens, como para camionistas ou instaladores de janelas e pondo de parte mulheres. Segundo a ação, esconder anúncios de emprego de um género inteiro é uma violação da Lei dos Direitos Civis de 1964, que tornou ilegal a discriminação com base em género, raça ou outras características.

Nos casos discriminatórios, os candidatos descobriram que tais anúncios apareciam porque eles eram homens, de uma determinada idade e localização desejáveis pelo empregador. São anúncios feitos através de um modelo de micro-segmentação que o Facebook disponibiliza.

Num comunicado à CNN, o porta-voz da Facebook, Joe Osborne, declarou que não há lugar para discriminação no Facebook. “Está estritamente proibida nas nossas políticas e, no último ano, reforçámos nosso sistema para evitar qualquer equívoco”, garantiu. Em 2017 a empresa também foi criticada por permitir a senhorios discriminar consoante a possível raça dos pretendentes a inquilinos e a agentes políticos criar campanhas de propaganda política dissimulada.

Como tem sido comum na sua política, o Facebook disse não ser legalmente responsável por anúncios que violam a lei, citando a lei federal Communications Decency Act, que protege as empresas de internet de ter responsabilidade perante conteúdos criados por terceiros. Os grupos queixosos alegam que estes conteúdos não são de terceiras partes porque foi a empresa que criou a tecnologia que faz a micro-segmentação.

 

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